ARTHUR NAPOLEÃO: UMA GRANDE HISTÓRIA
Por Marco Coutihno

"Amantes do Xadrez nesta parte da América do Sul, isso felicito-me por ter tido a idéia de colocar conjuntamente em um livro, uma seleção dos melhores problemas dos nossos autores."

           No dia 08 de janeiro de 2009, a AXXM realiza o seu primeiro torneio do ano: I Torneio Arthur Napoleão. Cabe, nestas poucas linhas, conhecermos quem foi este grande personagem.
           Pianista e compositor português (Porto, Portugal, 6 de março de 1843 - Rio de Janeiro, Brasil, 12 de maio de 1925). Foi um menino-prodígio, tendo dado seu primeiro recital aos sete anos de idade. Fez recitais por toda a Europa, tendo tocado dueto com Henri Vieuxtemps ( compositor e violinista belga) e Henryk Wieniawski (compositor e violinista polonês). Percorreu a Europa e as Américas, como pianista de grande êxito.
           Em 1857, chega ao Brasil. Depois de muitas viagens, fixa-se definitivamente no Rio de Janeiro, em 1866, tendo-se tornado comerciante de instrumentos musicais e editor de músicas. Também deu aulas de piano, tendo sido Chiquinha Gonzaga uma de suas alunas.
           Uma curiosidade: o pai do famoso escritor Arthur de Azevedo, David Azevedo, deu o nome de Arthur ao filho, pois ficara impressionado com a virtuosidade do então pequeno pianista.
           No ano de 1880, com o objetivo de difundir o xadrez, realiza um torneio em sua residência, cujos principais resultados foram: campeão - Arthur Napoleão; vice-campeão - Dr. Caldas Vianna; terceiro lugar - Carlos Pradez. Deste torneio também participou um dos maiores escritores (senão o maior) brasileiros de todos os tempos: Machado de Assis. Foi o autor da Caissana Brasileira, um livro com problemas de xadrez publicado em 1898, que contém cerca de 430 diagramas. Três anos mais tarde, participou no primeiro jogo disputado à distância (em consulta e por telégrafo) por uma equipe do Brasil e uma da Argentina, que terminou com a vitória desta última.
           Quase todas as obras que compôs foram escritas para piano e é um dos quarenta patronos da Academia Brasileira de Música, cadeira número 18, cujo fundador foi Walter Burle-Marx (irmão do renomado arquiteto e paisagista Roberto Burle-Marx).